Pesquisa aponta: setor de serviços foi o que menos sofreu na pandemia

PorVanessa Ricarte

25 fev 2021

Destaque para os microempreendedores individuais que foram responsáveis por 11,2 milhões de negócios ativos no país

A pandemia provocada pela Covid-19 impactou todos os setores da sociedade, com aumento no número de demissões e fechamento de empresas. Ainda assim, o cenário nacional demonstrou a determinação dos empreendedores brasileiros, a partir dos resultados observados no levantamento Mapa das Empresas do governo federal.

A pesquisa apontou que em 2020 houve um crescimento de 8,4% no número de Microempreendedores Individuais (MEI) em relação ao ano anterior, totalizando 11,2 milhões de negócios ativos e 56,7% das empresas em funcionamento no Brasil. Dessa forma, somente no ano passado, foram registrados 2,6 milhões de novos empreendimentos, com destaque para os seguintes serviços varejistas: vestuário e acessórios, cabeleireiros, manicure e pedicure, fornecimento de alimentos preparados para consumo domiciliar, obras de alvenaria, restaurantes e similares.

O coordenador da pós-graduação de Empreendedorismo, Criatividade e Inovação do Senac EAD, Pedro Luiz Ferreira Júnior, avalia que no cenário de crise foi necessário estimular e colocar novas ideias em prática a fim de manter as empresas em funcionamento. “Até ontem o mercado se posicionava de uma forma e a pandemia modificou esse comportamento. O brasileiro precisou mudar sua estratégia e isso precisou acontecer de uma forma muito rápida, seja por necessidade de estar sem emprego, seja para manter o negócio funcionando”, argumenta.

O especialista destaca que o quadro econômico atual promete uma série de desafios para a nova geração de microempresários, especialmente aqueles que empreendem por necessidade, ou seja, que se tornaram donos do próprio negócio por falta de oportunidades de trabalho. “Definindo seu negócio com clareza, conhecendo seu público e se apropriando das mídias sociais é possível resolver problemas reais de mercado e manter-se nele, com perspectiva de crescimento”.

Informação e tecnologia

Pedro Luiz observa que a implementação de um plano de negócios bem estruturado é fundamental para evitar ou reduzir surpresas negativas e cita alguns exemplos: “Sem marketing digital adequado são grandes as chances de dificuldades logo no início das atividades da empresa, como por exemplo: falta de visibilidade do negócio em uma pesquisa on-line, precariedade no atendimento ao cliente, concorrência das grandes empresas varejistas e equipe sem qualificação. Esses pontos precisam de máxima atenção dos empreendedores”, pontua.

O professor do Senac EAD reforça também a importância da tecnologia na criação e manutenção dos pequenos empreendimentos, já que os negócios on-line continuam em alta e as redes sociais e aplicativos são ferramentas importantes para comercialização de produtos e serviços. “Acredito que seja fundamental dominar a tecnologia para manter-se no mercado atualmente, independentemente do segmento”, acrescenta.

Solicitamos ao especialista cinco dicas para auxiliar os futuros empreendedores no processo de criação e manutenção de um pequeno negócio, confira:

– Foque no que você é bom (sua expertise);

– Inicie o negócio a partir dos recursos que já dispõe;

– Busque informação constante sobre o negócio que almeja;

– Lembre-se que o time é mais importante do que o indivíduo;

– Se possível, conte com orientações de um profissional/mentor com experiência de mercado.

*Fonte – Mapa de Empresas: https://www.gov.br/governodigital/pt-br/mapa-de-empresas/boletins/mapa-de-empresas-boletim-do-3o-quadrimestre-de-2020.pdf

Aline Oliveira – Senac EAD

Vanessa Ricarte

Editora-chefe do portal O MKT Delas! Especialista em jornalismo empresarial e institucional. Criadora e curadora de conteúdo (content marketing)

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