Médica dermatologista integra nova safra de profissionais mulheres em MS

PorVanessa Ricarte

10 jun 2021
Jessica Corrêa Rosa Mustafá faz parte da nova geração de mulheres médicas em MS. Foto: divulgação

As médicas tem ampliado o espaço de atuação em uma carreira que já foi predominantemente masculina. Hoje elas correspondem a 42% do total de médicos em Mato Grosso do Sul


A médica Jessica Corrêa Rosa Mustafá, 33 anos, é um dos rostos do novo cenário da medicina. Há sete anos se dedica à carreira de dermatologista em Campo Grande (MS) e integra hoje os 42% de mulheres do total de 7 mil profissionais no Estado.

No Brasil, as médicas correspondem a 46,6% do mercado – o que indica que Mato Grosso do Sul precisa sim melhorar esse índice para, pelo menos, acompanhar a estatística nacional.

Mas a expectativa de aumento nessa participação nos próximos anos é grande. Jessica é mais uma das profissionais que atuam em uma área cada vez mais feminina.

Panorama – Entre os mais jovens, as mulheres já correspondem a 58,5% no grupo até 29 anos e 55,3% na faixa entre 30 e 34 anos, revela o Estudo Demografia Médica no Brasil. Em meio às consultas e a carreira de docente do curso de Medicina da Uniderp, a médica se dedica à maternidade.

A dermatologista realizou o sonho de ser mãe com o nascimento de Miguel, 4 anos, e afirma não se enxergar fazendo outra coisa na vida.

“Conciliar a profissão com a maternidade e rotinas da casa é tarefa para super mulheres e super mães. Hoje, sou eternamente satisfeita e grata com minha escolha profissional”, revela. 

Jessica optou pela Dermatologia, mas especialidades como clínica geral, pediatria, medicina da família, ginecologia e obstetrícia estão entre as mais escolhidas.

Em 2021 e com o aumento da procura por profissionais de saúde, em razão da pandemia de Covid-19, Jessica é o retrato dessa nova geração, que contribuiu no aumento da participação feminina.

Lembrando que na década de 60, havia apenas 13% de mulheres médicas, menor número registrado no país.

Já em 2016, o número de registros médicos no Brasil por mulheres atingiu 54,9%. Nesse ritmo de crescimento, as faculdades de Medicina estão cada mais atrativas para jovens mulheres, como Jessica, que escolheram a Medicina como paixão e profissão.  

Um olhar consciente e humanizado

Em dezembro de 2020, a Drª Jessica concedeu entrevista ao portal Campo Grande News (leia aqui o relato na íntegra) sobre a saga que percorreu durante 15 anos para encontrar um diagnóstico que indicasse o que havia lhe acontecido para que sua saúde ficasse debilitada ao longo de todos esses anos.

No relato, ela conta que aos 17 anos passou por uma cirurgia para colocar próteses de silicone (um sonho que tinha) e, mesmo com a relutância do pai, ela se submeteu ao procedimento que resultou em diversos danos à sua saúde.

Por fim, a dermatologista descobriu, aos 33 anos, que a presença dos implantes desencadeavam reações inflamatórias em seu corpo.

Após a realização do explante, sua vida mudou. “Que tenhamos sempre escolhas conscientes em busca da nossa beleza e do nosso bem-estar”, disse ao Campo Grande News.

Justamente por ter enfrentado vários problemas de saúde por conta de um procedimento estético durante a adolescência que sequer imaginava, Jessica tem a consciência e a responsabilidade de lidar, de maneira humanizada com os pacientes. “Eu, como dermatologista, e principalmente porque trabalho muito mais com doenças, tenho sempre o maior cuidado e critérios em indicar procedimentos aos meus pacientes

*Com informações da Assessoria de Imprensa

Vanessa Ricarte

Editora-chefe do portal O MKT Delas! Especialista em jornalismo empresarial e institucional. Criadora e curadora de conteúdo (content marketing)

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