Head trainer cria e conduz comunidade transformadora no país: Mulheres que Lideram

PorVanessa Ricarte

30 maio 2021
Foto: arquivo pessoal

A MQL já reúne quase 300 mulheres para criar um mundo de negócios mais igualitário e competitivo


Dariane Gatto é mentora, palestrante, head trainer e sócia fundadora do Instituto Kaz. Ela leva em sua bagagem mais de 15 anos de experiência na área de Negócios e Liderança. Por intermédio do seu trabalho, mais de 1.000 líderes foram impactados e possui certificações nacionais e internacionais. Em março de 2020, ela resolveu dividir seu conhecimento e experiências que transformaram os negócios e a vida de centenas de pessoas e criou a comunidade Mulheres que Lideram (MQL), hoje com quase 300 mulheres líderes e empresárias no país.

Para a idealizadora, o grupo cria um espaço de respeito e acolhimento para o crescimento conjunto e diário, em um ambiente colaborativo com foco na união de forças e talentos de cada mulher.

Sororidade é a palavra chave do MQL. Através de rodadas de negócio entre as participantes, pude criar oportunidades de conexão online e offline para contribuição, educação e transformação pessoal e profissional das mulheres. Além dos encontros via Zoom, o contato diário por meio do grupo do Telegram fortalece a troca entre as participantes”, esclarece Dariane.

O contexto da luta

Dariane lança uma pergunta:

Quando você pensa em uma mulher bem sucedida, qual imagem vem à sua cabeça? Muito provavelmente de uma mulher magra, branca, jovem, de salto alto e solteira. Correto?

A head trainer explica que é preciso quebrar paradigmas e preconceitos. Não obstante, a mulher que encara todas as outras dificuldades do patriarcado também precisa se manter bela. “Se antes da Revolução Industrial a Mística Feminina da Domesticidade (a figura da mulher como mãe e esposa) o Mito da Beleza reina com a entrada da mulher no mercado de trabalho. Ou seja, a mulher bem sucedida é apenas aquela mulher que segue os padrões de beleza impostos pela sociedade. Por muito tempo, a própria jurisprudência encarou esses padrões como pré-requisito para alguns cargos de trabalho.”

Dados – Pesquisa realizada em artigo da PUC MG (Mota, Tanure e Neto) aponta que 77% dos executivos brasileiros de nível estratégico são homens, e apenas 23% são mulheres.

O MQL proporciona o sentimento de valorização às mulheres. Além disso, elas conseguem desconstruir crenças e percepções conscientes e inconscientes geradas no coletivo. Mais importante: juntas, as mulheres no grupo conseguem também construir uma nova visão sobre o lugar da mulher no mercado, ressignificando as relações de trabalho.


Segundo o estudo, diante disso, surge um novo fenômeno: o teto de vidro. As mulheres conseguem enxergar o topo da pirâmide no mundo dos negócios, mas não conseguem alcançá-lo pela existência de barreiras invisíveis. O teto, portanto, faz com que essas mulheres permaneçam na base da pirâmide econômica, com a ilusão de ascensão a um cargo diretivo.

O grupo tem o objetivo de fortalecer os laços e quebrar essas barreiras invisíveis que chegam até o teto de vidro. Com dicas, orientações, rodada de negócios e promoção de networking digital, a comunidade Mulheres que Lideram pretende ser um oásis às empreendedoras que muitas vezes se sentem perdidas em meio às dificuldades de ser mulher e liderar.

Participação – Para participar da comunidade, basta acessar a plataforma https://www.darianegatto.com/ e entrar em contato via Telegram.

*Com informações da Assessoria.

Vanessa Ricarte

Editora-chefe do portal O MKT Delas! Especialista em jornalismo empresarial e institucional. Criadora e curadora de conteúdo (content marketing)

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