Empresas devem investir no marketing ‘human 2 human’, dizem especialistas

PorRedação

18 mar 2021
Imagem: Agência Moulin

Após um ano difícil, novas competências que englobam consumidores ao epicentro das atenções e levam em consideração pessoas e suas relações, farão a diferença no empreendedorismo pós-pandemia


Pesquisa realizada pela Accenture (empresa multinacional de consultoria de gestão, tecnologia da informação e outsourcing) apontou que 83% dos consumidores brasileiros preferem comprar de empresas que defendam propósitos alinhados aos seus valores de vida, 79% querem que as empresas se posicionem em relação a assuntos importantes (como em áreas como sociedade, cultura, meio ambiente e política) e 76% afirmam que suas decisões de compra foram influenciadas pelos valores propagados pelas marcas e pelas ações de seus gestores. Este estudo deixou bem claro o que os consumidores, pelo menos aqui no Brasil, estão pensando sobre posicionamento.

Em um mundo com assuntos de todos os tipos e delicadezas à tona, era esperado que as pessoas desenvolvessem uma percepção mais “aguçada” em relação à tudo, e que também se tornassem consumidores e clientes mais exigentes.

De acordo com Erik Penna, especialista em empreendedorismo, ainda são muitos os ajustes que os empreendedores brasileiros precisam realizar para melhor se posicionares e se conectarem melhor com seus consumidores. “Quantas vezes estamos dispostos a comprar algo ou contratar um serviço e pelo mau atendimento decidimos por não seguir com a aquisição? O contrário também ocorre, pois às vezes apenas estamos pesquisando algo, mas, graças a um atendimento encantador, decidimos levar algum produto ou serviço que foi tão bem exposto pelo colaborar”, explica Erik.

Para o especialista, o empreendedor deve investir em ações que incorporem um atendimento olho no olho, acolhimento, sorriso no rosto (e para aqueles que estarão de máscaras, um sorriso no olhar), entusiasmo e acima de tudo, educação, independente de quem seja o cliente. Com um mercado competitivo e concorrência cada vez mais acirrada, não adianta mais apenas atender, é preciso encantar e surpreender, é fazer algo que o cliente não espera e exceder sua expectativa com eficiência, assertividade e agilidade.

Marketing de relacionamento

Foi o caso da empresária Camilla Simon, que atua com estratégia de relacionamento, posicionamento, incentivo e é diretora da Agência Moulin. Responsável por desenvolver projetos para grandes marcas, Camilla percebeu há alguns anos, um movimento diferente das empresas e dos clientes buscando por novas soluções de engajamento. A profissional, que sempre desenvolveu projetos fora da caixa, ganhou ainda mais destaque em sua área durante a pandemia por, justamente, auxiliar seus clientes na elaboração de projetos humanizados. Com ações desenvolvidas no pilar do marketing H2H, estratégia que coloca o ser humano ao epicentro das atenções e, que com a pandemia ganhou ainda mais ênfase, competências como humanidade, sensibilidade, coragem e autenticidade englobaram as estratégias de posicionamento da agência que atende corporações como a LG do Brasil, Hospital Albert Einstein, Comgás, Coral, entre outras.

Para Camilla, as empresas mais lembradas no pós-pandemia, serão em sua grande maioria as que se posicionaram, e ainda deixa um conselho para as outras.

“Em 2021, coloque o ser humano ao epicentro das atenções. O marketing H2H (Human to Human), que leva em consideração pessoas e suas relações humanas, é feito de falhas, acertos, pedidos de desculpas e absoluta transparência. Mas a partir de agora ele terá total impacto nas relações entre as marcas e seus consumidores”, finaliza Camilla

Fonte: Assessoria

Redação

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