Empresária mostra potência da mulher negra na indústria musical

PorRedação

20 abr 2021
Foto: divulgação

Sócia da produtora Mugshot, Gilvana Viana traça trajetória no universo musical despertando diversidade e equidade no mercado


Criando diversidade e equidade no mercado da indústria musical, Gilvana Viana, 50 anos, está acostumada a lutar e correr pelos seus objetivos. Enérgica e apaixonada pelos esportes, a mãe e mãe do Arthur (25), Kewen (19) e do João Pedro (17), corre no mínimo 10km todos os dias, além de já ter praticado Karatê, Jiu Jitsu e Muay Thay Box.

Fora do tatame, a luta se fez em sua jornada de carreira e segue agora em uma liderança que busca traçar mais representatividade e oportunidades para as pessoas negras. Nascida em Jequié, interior na Bahia, após mudar-se para São Paulo, estudou economia e especializou-se em marketing, bagagem que a conferiu oportunidades para trabalhar como atendimento comercial, colecionando experiências em produtoras de imagem reconhecidas no mercado como Cubo Filmes, Zohar Cinema, Film Planet e Point de Repére. Após essas passagens, foi diretora comercial nos Estúdios Mega, onde ampliou o relacionamento com produtoras de imagem do mercado publicitário.

Foto: divulgação

Apaixonada por música, arte e concertos, Gilvana migrou sua carreira para as produtoras de som ligadas à música, onde atuou com Planejamento Estratégico da área comercial, até decidir empreender no próprio negócio; uma forma de também buscar o equilíbrio entre o trabalhado e a vida em família ao lado dos filhos e do marido Valdimir Martins (CFO/Diretor Financeiro em empresas como JVC).

Assim, como uma mulher espiritualizada que sempre foi, levou consigo sua determinação e o terço que carrega no peito para um novo projeto, e em 2012, se uniu aos Sound Producers Arthur Abrami e Mauricio Herszkowicz para comandar duas empresas que reinventam o cenário da música: a Punks S/A (provedora e licenciadora de conteúdo musical reconhecida como a maior vitrine de música independente do mundo) e da Mugshot (produtora e estúdio criativo de música que eleva a autenticidades das trilhas sonoras para artistas e marcas). 

Mercado da música e da publicidade

Inspirando mudanças no universo da indústria musical e da conexão entre artistas e marcas, Gil Viana desponta como exemplo de liderança em seu mercado, engajada em promover representatividade, além de criar oportunidade para profissionais negros e negras.

“Quando se fala de representatividade, acho essencial entender como pessoas com perfis e histórias de vida diferentes são capazes de produzir outras leituras de mundo. A maioria dos diretores e colegas de profissão são homens brancos, então o meu trabalho também passa por esse ponto de enxergar além do que eles enxergam”, conta Gilvana.

A representatividade negra está em processo de ascensão nos festivais, consumo de streaming e parceria com grandes marcas, que são cada dia mais cobradas a trazer a diversidade para a comunicação. “Há um empoderamento black acontecendo neste momento da história e as marcas precisam ouvir o que as pessoas têm a dizer e responder com produção de conteúdo que expresse aquilo que nos represente. Com isso, precisamos criar pontes para os profissionais negros, que são os que têm menos oportunidades”, conta Gil.

Mergulhada no universo da música, Gilvana valoriza a cultura afro e as artistas de diversas abrangências. Em contato com esse mercado em efervescência, a empresária vê mais espaço para os artistas e ritmos negros e aposta em uma nova geração de mulheres negras que vieram para marcar a música brasileira, como Xênia França, Iza, Negra Li, Mahmundi, Karol ConKa, Indy Naise, Linn da Quebrada, Preta Rara, Nara Couto, Gabz, Tássia Reis, Afrobeat Orquestra, Andressa Hayalla, Drika Barbosa, Tatiana Bispo, Tassia Reis e Agnes Nunes.

“Na Mugshot somos capazes de sugerir a Iza para um projeto e a Yzalú para outro, por exemplo, porque entendemos que para além do fato de serem mulheres negras, são artistas com nuances que podem conversar melhor com determinadas propostas. Me sinto realizada em contribuir com essa visão de que somos múltiplas e potentes”, explica Gil. 

Com essa visão criativa que desponta novos olhares para a diversidade, Gilvana engaja nessa meta por uma comunicação mais negra e potente, conectando-se com as pessoas do seu mercado. Apaixonada por gente e abraços, com a chegada da pandemia não consegue garantir a visita física nos espaços, mas não deixa de disseminar seu posicionamento em lives, mesas virtuais de debates, podcasts, entre outros portais. Por toda sua presença (ainda que na telinha), Gil foi jurada no 45º Anuário do Clube de Criação na mesa Trilha (Trilha Original / Melhor Uso de Música / Sound Design) + Radio em 2020 e agora em março, foi jurada do Clube de Criação do Paraná para categoria Audio + Audio Técnica.

Mugshot: https://vimeo.com/mugshotprodutora/

Punks: https://punkssa.com/

Fonte: Assessoria

Redação

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